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Poema

Soneto - Augusto dos Anjos

A orgia mata a mocidade, quando  
Rugem na carne do delírio as feras,  
E o moço morre como está sonhando  
Nas suas vinte e cinco primaveras.  


Soneto - Augusto dos Anjos - Poema

A orgia mata a mocidade, quando  
Rugem na carne do delírio as feras,  
E o moço morre como está sonhando  
Nas suas vinte e cinco primaveras.  

Em cima - o oiro sem mancha das esferas,  
Em baixo oiro manchado de execrando  
Festim de sibarita:, das heteras  
Lubricamente se despedaçando!  

Em cima, a rede do estelário imáculo  
Suspensa no alto como um tabernáculo  
- A orgia, em baixo, e no delírio doudo  

Corno arvoredos juvenis tombados  
Os moços mortos, os brasões manchados,  
E um turbilhão de púrpuras no lodo!  



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