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Poema

Soneto - E ele morreu. Ele que foi um forte - Augusto dos Anjos

E ele morreu. Ele que foi um forte 
Que nunca se quebrou pelo Desgosto 
Morreu... mas não deixou na ara do rosto 
Um só vestígio que acusasse a Morte! 


Soneto - E ele morreu. Ele que foi um forte - Augusto dos Anjos - Poema

E ele morreu. Ele que foi um forte 
Que nunca se quebrou pelo Desgosto 
Morreu... mas não deixou na ara do rosto 
Um só vestígio que acusasse a Morte! 

O anatomista que investiga a sorte 
Das vidas que se abismam no Sol-posto 
Ficaria admirado do seu rosto 
Vendo-o tão belo, tão sereno e forte! 

Quando meu Pai deixou o lar amigo 
Um sabiá da casa muito antigo, 
Que há muito tempo não cantava lá, 

Diluiu o silêncio em litanias... 
E hoje, poetas, já faz sete dias 
Que eu ouço o canto desse sabiá! 



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